Sala do Consistório Sábado, 5 de Dezembro de 2009
Venerados Irmãos no Episcopado,
Dou as boas-vindas e saúdo a todos e cada um de vós, ao receber-vos colegialmente no quadro da vossa visita ad limina. Agradeço a Dom Murilo Krieger as expressões de devotada estima que me dirigiu em nome de todos vós e do povo confiado aos vossos cuidados pastorais nos Regionais Sul 3 e 4, expondo também os seus desafios e esperanças. Ouvindo estas coisas, sinto elevarem-se do meu coração ações de graças ao Senhor pelo dom da fé misericordiosamente concedido às vossas comunidades eclesiais e por elas zelosamente conservado e arduamente transmitido, em obediência ao mandato que Jesus nos deixou de levar a sua Boa Nova a toda a criatura, procurando impregnar de humanismo cristão a cultura atual.
Referindo-me à cultura, o pensamento dirige-se para dois lugares clássicos onde a mesma se forma e comunica – a universidade e a escola –, fixando a atenção principalmente nas comunidades acadêmicas que nasceram à sombra do humanismo cristão e nele se inspiram, honrando-se do nome «católicas». Ora «é precisamente na referência explícita e compartilhada de todos os membros da comunidade escolar – embora em graus diversos – à visão cristã que a escola é “católica”, já que nela os princípios evangélicos tornam-se normas educativas, motivações interiores e metas finais» (Congr. para a Educação Católica, Doc. A escola católica, n. 34). Possa ela, numa convicta sinergia com as famílias e com a comunidade eclesial, promover aquela unidade entre fé, cultura e vida que constitui a finalidade fundamental da educação cristã.
Entretanto também as escolas estatais, segundo diversas formas e modos, podem ser ajudadas na sua tarefa educativa pela presença de professores crentes – em primeiro lugar, mas não exclusivamente, os professores de religião católica – e de alunos formados cristãmente, assim como pela colaboração das famílias e pela própria comunidade cristã. Com efeito, uma sadia laicidade da escola não implica a negação da transcendência, nem uma mera neutralidade face àqueles requisitos e valores morais que se encontram na base de uma autêntica formação da pessoa, incluindo a educação religiosa.
A escola católica não pode ser pensada nem vive separada das outras instituições educativas. Está ao serviço da sociedade: desempenha uma função pública e um serviço de pública utilidade, não reservado apenas aos católicos, mas aberto a todos os que queiram usufruir de uma proposta educativa qualificada. O problema da sua paridade jurídica e econômica com a escola estatal só poderá ser corretamente impostado se partirmos do reconhecimento do papel primário das famílias e subsidiário das outras instituições educativas. Lê-se no artigo 26 da Declaração Universal dos Direitos do Homem: «Os pais têm direito de prioridade na escolha do gênero de educação a ser ministrada aos próprios filhos». O empenho plurissecular da escola católica situa-se nesta direção, impelido por uma força ainda mais radical, ou seja, a força que faz de Cristo o centro do processo educativo.
Este processo, que tem início nas escolas primária e secundária, realiza-se de modo mais alto e especializado nas universidades. A Igreja foi sempre solidária com a universidade e com a sua vocação de conduzir o homem aos mais altos níveis do conhecimento da verdade e do domínio do mundo em todos os seus aspectos. Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.
Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.
Venerados Irmãos no episcopado, na união a Cristo precede-nos e guia-nos a Virgem Maria, tão amada e venerada nas vossas dioceses e por todo o Brasil. Nela encontramos, pura e não deformada, a verdadeira essência da Igreja e assim, através dela, aprendemos a conhecer e a amar o mistério da Igreja que vive na história, sentimo-nos profundamente uma parte dela, tornamo-nos por nossa vez «almas eclesiais», aprendendo a resistir àquela «secularização interna» que ameaça a Igreja e os seus ensinamentos.
Enquanto peço ao Senhor que derrame a abundância da sua luz sobre todo o mundo brasileiro da escola, confio os seus protagonistas à proteção da Virgem Santíssima e concedo a vós, aos vossos sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos leigos empenhados, e a todos os fiéis das vossas dioceses paterna Bênção Apostólica.
© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana
FONTE: http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2009/december/documents/hf_ben-xvi_spe_20091205_ad-limina-brasile_po.html
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Visita "ad limina apostolorum"

Semana que vem será a vez do meu bispo, Dom José Mário Ströher, que é presidente regional da CNBB com os demais bispos do Rio Grande do Sul (Regional Sul 3) a terem audiência com o Santo Padre. Estou ansioso sobre o que o Papa falará a eles.
Esta foto ao lado eu salvei do site da diocese, que atualmente não está funcionando. Essa deve ter sido a primeira visita "ad limina" de dom José Mário com o Papa João Paulo II. Existe uma outra foto do bispo com o Papa em 1997, da festa da Cátedra de São Pedro. Esta última se encontra em todas as paróquias de Rio Grande. E também a sua última viagem a Roma em janeiro de 2008 com o Papa Bento XVI.
Engraçado que quando os bispos se apresentam diante do chefão, eles põem a fada. Nada de "comunhão, participação e blábláblá". São todos ortoxos, um grupo chegou até celebrar "Versus Deum", vejam:
Hehe... desta vez se deram mal. Os bispos do sul 1, sim, esses mesmos de São Paulo aonde a libertinagem litúrgica rola solta, aonde se "celebra a vida e a realidade do povo", um desses nega dogmamente a Missa Tridentina para osa fiéis, foram obrigados a celebrar de costas para o povo, tudo porque na Basílica de Santa Maria Maior não tem um altar "Versus Populum". Que duro golpe!
Agora eu pergunto: Por que eles não cebraram a Missa Afro? Por que não celebraram uma Missa de Cura e Libertação? Por que não celebraram uma Missa do estilo TL, com uma vela só no altar, a cruz fora do presbitério e os padres só de estolinha? Será que o Santo Padre ficaria chocado? Por que esconder a espiritualidade e a cultura do povo brasileiro?
Me preocupa essa dupla característica dos bispos brasileiros. O que será que vai escrito no relatório entregue ao Vaticano? Só Deus e o Papa sabem...
quinta-feira, 11 de junho de 2009
O Padrão de Qualidade dos Coroinhas e Mestres de Cerimônias

Caríssimos irmãos e irmãs:

Passei um mês inteiro sem postar nada devido alguns compromissos e também procurando assunto...
Bom, indo direto ao assunto: muitas vezes nas nossas paróquias se vemos "perdidos" entre os estilos dos Sacerdotes e dos Bispos. "Um ensina que é assim, outro ensina que é assado". Óbvio, que devemos respeitar o jeito do sacerdote, mas isso não significa que estamos sendo conivente com os erros e abusos litúrgicos. Quando eu era Coroinha na minha paróquia, o Coordenador reuniu os Coroinhas e estudou a Redemptionis Sacramentum em 2004. E a partir daí se proibiu os coroinhas de baterem palmas durante a Missa, descer do presbitério no abraço da paz e de erguer as mãos na Doxologia ("Por Cristo, com Cristo e em Cristo"). Claro, esta decisão causou muito barulho na paróquia. Aí recebemos todos os adjetivos bonitos: antiquados, conservadores, generais e etc..., mas organizamos melhor a Liturgia.

Em 2006, quando eu assumi, passei a estudar a IGMR (Instrução Geral do Missal Romano), a ler os livros de Liturgia (que na maioria das vezes mais confundam do que ajudam) e a assistir pela televisão as Missas do Papa no Vaticano. Aí instituí as mãos juntas durante as orações (pois a túnica que tinhamos era uma Beneditina branca com cíngulo e terço), e não mãos postas debaixo do escapulário. Muitos saíram. Mas ficamos com a qualidade! Daí começamos a ter noção dos abusos que existiam na Liturgia...
Daí vem padre fulano e Pe. Beltrano e etc... "é assim, não é, tá errado"...
Chega! Chega de ficar pagando micos para Padres e Bispos e ficar pagando o pato dos outros! Seus problemas acabaram! Chegou agora, o PADRÃO DE QUALIDADE PUERI CHORUM!
Leia a INSTRUÇÃO "TUTORIAL" DO MISSAL ROMANO e no caso de uma Missa com Bispo, O CERIMONIAL DOS BISPOS. Seguindo estes dois tutoriais você fará uma Liturgia bem celebrada, sóbria, solene e sacra. E se algum padre ou leigo quiser ensinar o "padre" a rezar a Missa, mostre quem está com a razão! Com esses livros e outras orientações da Santa Sé e da CNBB, você poderá exercer a sua função sem medo:
_"O seu... batina e sobrepeliz é só pra padre"
_ "Não, está aqui no Cerimonial, nº tal, que os varões usem batina talar com sobrepeliz"
_ "Aí, seu Mestre!"
Compre hoje mesmo esse tutorial, é mais uma da:
ORGANIZAÇÕES ACOLITATA!
Um pouco de humor nessa confusão toda! Mas falando sério, se o Sacerdote for um pouco mais aberto, principalmente jovem vai dialogando, vai explicando os parágrafos, é assim que eu faço. Muitas vezes eles erram por ignorância... Hoje mesmo o Bispo aqui na minha Diocese celebrou a Missa de Corpus Christi de Capa Pluvial (voltou ao Rito Antigo, hehe...) e ontem na adoração após a Missa não quis trocar a casula pela pluvial. O que eu vou fazer? A gente faz a liturgia dentro do possível.
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