Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Quaresma. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de março de 2011

O pecado como não escuta da Palavra de Deus



A partir de hoje, começarei a estudar a Exortação Apostólica Pós-sinodal Verbum Domini (que quer dizer Palavra do Senhor), já que este documento não teve quase repercussão nenhuma na blogosfera católica. O trecho que vou postar é bem propício a este tempo quaresmal.

************************************************************************************

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA 

PÓS-SINODAL

VERBUM DOMINI
DO SANTO PADRE
BENTO XVI
AO EPISCOPADO, AO CLERO
ÀS PESSOAS CONSAGRADAS
E AOS FIÉIS LEIGOS
SOBRE
A PALAVRA DE DEUS
NA VIDA E NA MISSÃO DA IGREJA

I PARTE
VERBUM DEI
«No princípio já existia o Verbo,
e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus (…)
e o Verbo fez-Se carne» (Jo 1, 1.14)

O pecado como não escuta da Palavra de Deus
26. A Palavra de Deus revela inevitavelmente também a dramática possibilidade que tem a liberdade do homem de subtrair-se a este diálogo de aliança com Deus, para o qual fomos criados. De fato, a Palavra divina desvenda também o pecado que habita no coração do homem. Muitas vezes encontramos, tanto no Antigo como no Novo Testamento, a descrição do pecado como não escuta da Palavra, como ruptura da Aliança e, consequentemente, como fechar-se a Deus que chama à comunhão com Ele. Com efeito, a Sagrada Escritura mostra-nos como o pecado do homem é essencialmente desobediência e «não escuta». Precisamente a obediência radical de Jesus até à morte de Cruz (cf. Fl 2, 8) desmascara totalmente este pecado. Na sua obediência, realiza-se a Nova Aliança entre Deus e o homem e é-nos concedida a possibilidade da reconciliação. De fato, Jesus foi mandado pelo Pai como vítima de expiação pelos nossos pecados e pelos do mundo inteiro (cf. 1 Jo 2, 2; 4, 10; Hb 7, 27). Assim, é-nos oferecida misericordiosamente a possibilidade da redenção e o início de uma vida nova em Cristo. Por isso, é importante que os fiéis sejam educados a reconhecer a raiz do pecado na não escuta da Palavra do Senhor e a acolher em Jesus, Verbo de Deus, o perdão que nos abre à salvação.


FONTE: SANTA SÉ

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Sagrada Liturgia à Luz da Transfiguração do Senhor

Durante o Tempo da Quaresma a Igreja faz a experiência de Cristo tentado no deserto, recapitulando as tentações de Adão e do povo de Israel no deserto e refletindo sobre este exílio terrestre. O antigo Adão e o povo de Deus sucubiram as tentações, porém o novo Adão e o novo povo de Deus "se revelam servos de Deus totalmente obedientes a vontade Divina" (CIC 539). Assim como Maria, o Cristo, a Igreja pronunciam o seus "fiat mihi secumdum verbum tuum", "faça-se em mim segundo a vossa palavra". Conforme a fé de Abrão, Deus promete a ele a sua descendência, a sua honra e lhes dá a terra prometida. Abrão oferece o sacrifício mandado por Deus. Mas quem realiza esse sacrifício, quem envia o fogo é o próprio Deus. Assim também pelo sim obediente de Maria ao plano de salvação, se realiza a Obra do Espírito Santo, aonde todas as gerações lhe chamarão Bem-aventurada e pela oblaço de seu Filho na Cruz, lhe é entregue a missão de Mãe e intercessora de toda humanidade.
O Concílio Vaticano II na Sacrossantum Concilium, ensina que: "a Liturgia não esgota o mistério da Igreja, mas é a sua fonte e o seu ápice". Ou seja, toda a atividade da Igreja depende de sua fonte e convergem para o seu ápice. Por isso a Liturgia deve ser bem celebrada, obedecendo-se todas as rubricas, pois não se está celebrando a nossa própria fé individual ou de uma comunidade, mas sim a FÉ DA IGREJA. "Lex Orandi, lex credendi est", "A LEI DA ORAÇÃO É A LEI DA FÉ".
O sacrifício da Santa Missa oferecido pelas mãos do sacerdote, não é ação do homem, mas sim ação do Espírito Santo que atualiza no hoje o único e eterno sacrifício de Cristo. É o Espírito Santo que conduz a assembleia a oração e que age por meio do ministro ordenado "in persona Christi", "na pessoa de Cristo". Por isso que devemos ser obedientes a Deus e a Igreja na celebração dos Divinos mistérios.
No Monte Tabor, Jesus revela a sua glória a Pedro, Tiago e João. Ao lado de Moisés e Elias, Jesus revela-se a união entre o antigo e novo Testamento e cumpridor da plenitude das leis e dos sacrifícios antigos. Na Liturgia, sobretudo na Santa Missa, o Senhor revela a sua glória, fala-nos das Escrituras e de sua vida e dá o seu próprio Corpo. É preciso purificar o olhar de nossa fé, para que alegres com a visão de sua glória, possamos ouvi-lo e atendê-lo por uma vida santa, humilde e fiel ao plano de Deus. Que Maria nos ensine a guardar todas estas coisas no coração e a revelar a sua glória a todos. Amém.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uma reflexão para esta Quaresma no Ano Sacerdotal

O texto que transcrevo abaixo é extraído do livro do profeta Jeremias, capítulo 14, versículos de 17 à 21. Consta nas Laudes da sexta-feira da 3ª semana do saltério. Este cântico expressa a realidade do mundo presente e da nossa Igreja.
Lamentação em tempo de fome e de guerra
Os meus olhos, noite e dia,
chorem lágrimas sem fim;
pois sofreu um golpe horrível,
foi ferida gravemente
a virgem filha do meu povo!
Se eu saio para os campos,
eis os mortos à espada;
se eu entro na cidade,
eis as vítimas da fome!
Até o profeta e o sacerdote
perambulam pela terra
sem saber o que se passa.
Rejeitastes, por acaso,
a Judá inteiramente?
Por acaso a vossa alma
desgostou-se de Sião?
Por que feristes vosso povo
de um mal que não tem cura?
Esperávamos a paz,
e não chegou nada de bom;
e o tempo de reerguer-nos,
mas só vemos o terror!
Conhecemos nossas culpas
e as de nossos ancestrais,
pois pecamos contra vós!
Por amor de vosso nome,
ó Senhor, no nos deixeis!
Não deixeis que se profane
vosso trono glorioso!
Recordai-vos, ó Senhor!
Não rompais vossa Aliança!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

TEMPUS QUADRAGESIMAE- É tempo de reviver o Sacrifício!







Com a celebração das cinzas a Igreja abre o Tempo da Quaresma. Tempo de penitência e conversão. A Igreja, segundo o evangelho nos oferece o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado.



A Liturgia desta 4ª feira de cinzas, nos fala sobre a conversão, "o momento favorável, o dia da salvação" e a hipocrisia dos fariseus. Jesus no evangelho vai nos falar que "ao orar, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu pai que está oculto" e que "quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste, como os hipócritas". Será que é pecado rezar na Igreja?

Jesus insiste é na SINCERIDADE DE CORAÇÃO. A leitura da profecia de Joel, manda reunir as crianças, congregar a assembléia, ou seja, LITURGIA! A penitência comunitária se exprime na AÇÃO LITÚRGICA DO POVO DE DEUS. Mas é preciso vivenciar o SAGRADO, A EXPERIÊNCIA DE UM DEUS MISERICORDIOSO QUE SE DOA NO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA! O sofrimento de um ímpio é castigo, é desespero. Agora, um sofrimento COM DEUS, É UM SACRIFÍCIO DE LOUVOR E DE ALEGRIA PELA SALVAÇÃO.

O Cântico de Jeremias das Laudes de hoje, fala: "Conhecemos nossas culpas e as de nossos ancestrais, pois pecamos contra vós." Assim como o Advento, a Quaresma se reveste de dupla característica: conversão pessoal e comunitária. Pedimos perdão pelos nossos próprios pecados, pedimos perdão pelos erros que nós- OS FILHOS DA IGREJA- cometem na evangelização. Todas às vezes em que nós litugistas, sacerdotes e pastores se omitem no ANÚNCIO DA VERDADE E NA APLICAÇÃO DA LEI. E ISSO COMEÇA NA LITURGIA! E o cântico relata a desgraça do povo hebreu "foi ferida gravemente a virgem filha do meu povo!" O salmo 99 (100) canta o rebanho do Senhor.

Assim, como a CAMPANHA DA FRATERNIDADE que é algo social, assim nós de MODO ESPIRITUAL E PRÁTICO, vamos viver a "LEX ORANDI", não procuando a "MASSA", mas sim procurando transmitir o DEPÓSITO DA FÉ, comtemplando-a no SILÊNCIO DO CORAÇÃO, tornando as nossas comunidades UNA, SANTA E ROMANA.

É TEMPO DE REVIVER O SANTO SACRIFÍCIO!




Façamos de nossas celebrações um VERDADEIRO SACRIFÍCIO DE LOUVOR!