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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Paulo VI vetou pedido da CNBB de rever celibato- Viva o Papa Paulo VI!


Cada dia que passa, sinto mais vergonha de ser Católico aqui no Brasil e de termos uma Conferência Episcopal tão esdrúxula.

Não é de supreender que Dom Angélico seja a favor da Ordenação de homens casados (foi na Diocese dele que uma vez, um Padre foi pego pela polícia, no carro da Diocese com um homossexual).

Difícil também acreditar que eu conheci um Cardeal (que quase se tornou Papa!) que era a favor do fim do Celibato. Libera nos Domine!

Ser Padre, no mundo de hoje, na solidão, sem mulher, sem filhos e ainda fora da Ars Orandi, é BUCHA!

Miserere Nobis!

ESTÁ AQUI NO ESTADÃO


VIVA DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER, QUE COM CERTEZA FOI UM DOS ÚNICOS A NÃO A APOIAR ESTA VERGONHA!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Uma reflexão para esta Quaresma no Ano Sacerdotal

O texto que transcrevo abaixo é extraído do livro do profeta Jeremias, capítulo 14, versículos de 17 à 21. Consta nas Laudes da sexta-feira da 3ª semana do saltério. Este cântico expressa a realidade do mundo presente e da nossa Igreja.
Lamentação em tempo de fome e de guerra
Os meus olhos, noite e dia,
chorem lágrimas sem fim;
pois sofreu um golpe horrível,
foi ferida gravemente
a virgem filha do meu povo!
Se eu saio para os campos,
eis os mortos à espada;
se eu entro na cidade,
eis as vítimas da fome!
Até o profeta e o sacerdote
perambulam pela terra
sem saber o que se passa.
Rejeitastes, por acaso,
a Judá inteiramente?
Por acaso a vossa alma
desgostou-se de Sião?
Por que feristes vosso povo
de um mal que não tem cura?
Esperávamos a paz,
e não chegou nada de bom;
e o tempo de reerguer-nos,
mas só vemos o terror!
Conhecemos nossas culpas
e as de nossos ancestrais,
pois pecamos contra vós!
Por amor de vosso nome,
ó Senhor, no nos deixeis!
Não deixeis que se profane
vosso trono glorioso!
Recordai-vos, ó Senhor!
Não rompais vossa Aliança!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Entrevista do cardeal Odilo Scherer no programa do Jô

A entrevista de sua eminencia, o Cardeal arcebispo de São Paulo Dom Odilo Pedro Scherer, foi um consolo para quem assistiu impotente aquela nevasta entrevista de um sacerdote em maio. A entrevista foi exibida na quarta-feira, dia 7 de outubro. Confesso que quando ia dormir e vi o anúncio da entrevista, tive que ficar acordado. Foi um bom esclarecimento sobre as "meias verdades" e as "mentiras".
De modo tranquilo, sereno e até mesmo descontraído Dom Odilo respondeu a cada pergunta até mesmo indiscreta do apresentador Jô Soares. Muitos pontos e polemicas foram esclarecidas pelo purpurado, como:
a) Se era parente do saudoso Cardeal Arcebispo de Porto alegre Dom Vicente Scherer, ao qual respondeu que era parente distante;
b) Como se deu sua vinda para São Paulo e sua nomeação para Arcebispo, no qual obviamente não deu muitos detalhes;
c) Sobre o Celibato dos padres, que ao contrário de muitos bispos, afirmou que não há argumentos convincentes para liberá-lo. Explicou também que ninguém é obrigado a ser padre, e que o celibato é condição de abraçar o sacerdócio. Não é celibatário não pode ser padre. (Que duro golpe contra os modernistas!)
d) Sobre o uso do preservativo, sobre os casais de segunda união e o "sexo precoce": Dom Odilo não tocou em doutrina, deu uma resposta pastoral sobre o assunto. Explicou que o casamento "não é um dogma, mas uma afirmação moral da igreja", explicou também que "de um bom tempo para cá, a Igreja vem afirmando que o sexo, não é somente para reprodução, mas para a união do casal, mas ele também tem que estar aberto a vida" e que os casais de segunda uniao não estão eexcomungados da Igreja, fazem parte da Igreja, mas não podem se aproximar da Eucaristia. Nisso Jô, foi mais insistente (pois toca a ele) e deu aquele chavão modernista: "é a mesma coisa estar numa festa, e vir o dono com a sobre mesa e dizer 'não tu não pode, tu é diabético'". Dom Odilo respondeu sobre alguns padres (não pouco, mas muitos, diga-se de passagem) que orientam alguns casais a comungarem e disse que "os padres não estao estão autorizados a passarem por cima da norma da igreja, e se alguém entrar na fila da comunhão e ele souber não deve dá-la". (Mais uma vez pegou os moderninhos) . Ele disse que a posição particular da Igreja sobre o preservativo e ao sexo antes do casamento ao qual ele chamou de sexo precoce, disse que as "pessoas devem se proteger das doenças, mas no devem fazer só uma proteção de doença". O preservativo pode banalizar o sexo, e o sexo é algo sagrado, importante, fecha o sexo para a vida tornando algo egoísta, de prazer. Quanto aos jovens e adolescentes ele disse que "necessitam de uma educação, o que pensam os educadores e antropólogos sobre o sexo precoce. Será que isso é bom para vida adulta?" Quanto essas últimas penso que ao cita educadoes e ant´ropólogos ele não foi tão feliz, mas foi convincente.
Por último as bobagens e piadas indiscretas do apresentador Jô Soares, no qual Dom Odilo, digamos deu um show de simpatia.
Aqui está os links do you tube, toda entrevista em quatro partes:
http://www.youtube.com/watch?v=QI1536Tq-7A
http://www.youtube.com/watch?v=bnALJq6t31Y
http://www.youtube.com/watch?v=FbL0UFQ8kBg
http://www.youtube.com/watch?v=jx5Zg5sJgjM

terça-feira, 12 de maio de 2009

A SACRAMENTUM CARITATIS E O... Celibato Sacerdotal

Depois de muitas discussões sobre o assunto, o escândalo do presidente do Paraguai e ex-bispo Fernando Lugo e também o tema da 47ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil "Formação do Clero" que aproveitou a ocasião pra falar sobre o celibato, agora eu trago uma reflexão do Papa Bento XVI, (que inclusive nesta semana está em visita ao Oriente Médio) na sua exoratação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis.
A partir de agora, farei uma série de matérias sobre a "Sacramentum Caritatis e o..." qualquer assunto explicitado ou insinuado na mesma. Hoje vamos falar sobre o celibato.
Todos nós sabemos o quanto é penoso, principalmente no mundo atual, viver na solidão. Falo solidão, porque ao olhar estes "casais, namorados e outras coisas do gênero" naturalmente, no subconsciente sentimos vontade de fazer a mesma coisa. No entanto, a vida matrimonial não se resume somente ao prazer e ao sexo, e no caso do namoro, o beijo. Essas coisas são apenas expressão da vida conjugal e do amor pelo outro. O ato sexual não esgota o matrimônio, mas é seu começo e seu ápice. Como dizia um grande padre catequista do nosso Brasil, cujo agora esqueci o nome: "o sexo é a Liturgia do amor". Assim, a vida conjugal se dá não somente pelas relações mas também pelo dia-dia que é o lado difícil da moeda! É no dia-a-dia é que o amor conjugal forma as suas bases, a sua vida, os seus sonhos. Da mesma forma é no dia-a-dia é que o Sacerdote, a Igreja constroem o Reino de Deus.
O Concílio Vaticano II nos ensina, que a "Liturgia não esgota todo o mistério da Igreja, mas é sua fonte e seu ápice". E ainda: que a norma da oração é a norma da fé. Aquilo que professamos é aquilo que vivemos. De nada adianta fazermos uma liturgia solene, bela e sacra, se nosso coração não corresponde pelos atos. Assim mesmo é o matrimônio: hoje, mais do que nunca, a Igreja deve ensinar os noivos a viver a vida matrimonial. Casamento significa compromisso, amor, construção, partilha e submissão. Da mesma forma o Sacerdócio, mas de forma distinta.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio são os "Sacramentos do Serviço da Comunhão" como ensina o Catecismo da Igreja Católica. Cada um ao abraçar um desses serviços deve estar consciente da sua missão, das privações e de todas as suas consequencias. Enfim, o próprio Santo Padre Bento XVI, na sua exortação sobre a Eucaristia "Sacramentum Caritatis" confirma a tradição latina da obrigatoriedade do celibato. Os Bispos nas Igrejas orientais são escolhidos só dentre os presbíteros celibatários. Que o celibato abraçado por numerosos presbíteros nas Igrejas Orientais comprovam o carácter espiritual do celibato, e não uma coisa meramente disciplinar. Pois Cristo até a Cruz viveu a sua virgindade de forma integral, e que "outros se fazem eunucos por amor do Reino dos Céus" (Evangelho de São Mateus). Este é o maior referencial de conformação a Cristo. O Sacerdote in persona Christi se entrega a esposa (a Igreja). Por último o celibato se torna uma fonte de Bênçãos para a Igeja e a sociedade. Quem quiser ler este parágrafo da Exortação é só ler o parágrafo 24.

Bibliogragia:

Bento XVI. Exortação Apostólica Pós-sinodal Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas, 2007

CATECISMO da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 420.