Durante o Tempo da Quaresma a Igreja faz a experiência de Cristo tentado no deserto, recapitulando as tentações de Adão e do povo de Israel no deserto e refletindo sobre este exílio terrestre. O antigo Adão e o povo de Deus sucubiram as tentações, porém o novo Adão e o novo povo de Deus "se revelam servos de Deus totalmente obedientes a vontade Divina" (CIC 539). Assim como Maria, o Cristo, a Igreja pronunciam o seus "fiat mihi secumdum verbum tuum", "faça-se em mim segundo a vossa palavra". Conforme a fé de Abrão, Deus promete a ele a sua descendência, a sua honra e lhes dá a terra prometida. Abrão oferece o sacrifício mandado por Deus. Mas quem realiza esse sacrifício, quem envia o fogo é o próprio Deus. Assim também pelo sim obediente de Maria ao plano de salvação, se realiza a Obra do Espírito Santo, aonde todas as gerações lhe chamarão Bem-aventurada e pela oblaço de seu Filho na Cruz, lhe é entregue a missão de Mãe e intercessora de toda humanidade.
O Concílio Vaticano II na Sacrossantum Concilium, ensina que: "a Liturgia não esgota o mistério da Igreja, mas é a sua fonte e o seu ápice". Ou seja, toda a atividade da Igreja depende de sua fonte e convergem para o seu ápice. Por isso a Liturgia deve ser bem celebrada, obedecendo-se todas as rubricas, pois não se está celebrando a nossa própria fé individual ou de uma comunidade, mas sim a FÉ DA IGREJA. "Lex Orandi, lex credendi est", "A LEI DA ORAÇÃO É A LEI DA FÉ".
O sacrifício da Santa Missa oferecido pelas mãos do sacerdote, não é ação do homem, mas sim ação do Espírito Santo que atualiza no hoje o único e eterno sacrifício de Cristo. É o Espírito Santo que conduz a assembleia a oração e que age por meio do ministro ordenado "in persona Christi", "na pessoa de Cristo". Por isso que devemos ser obedientes a Deus e a Igreja na celebração dos Divinos mistérios.
No Monte Tabor, Jesus revela a sua glória a Pedro, Tiago e João. Ao lado de Moisés e Elias, Jesus revela-se a união entre o antigo e novo Testamento e cumpridor da plenitude das leis e dos sacrifícios antigos. Na Liturgia, sobretudo na Santa Missa, o Senhor revela a sua glória, fala-nos das Escrituras e de sua vida e dá o seu próprio Corpo. É preciso purificar o olhar de nossa fé, para que alegres com a visão de sua glória, possamos ouvi-lo e atendê-lo por uma vida santa, humilde e fiel ao plano de Deus. Que Maria nos ensine a guardar todas estas coisas no coração e a revelar a sua glória a todos. Amém.
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domingo, 28 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Domingo será o encerramento do ano Litúrgico

Próximo domingo, dia 22, será a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo. Esta festa criada pelo Papa Pio XI, evoca a realeza de Cristo sobre todas as coisas. É a festa da parusia, quando o Rei, supremo Senhor julgará todas as coisas. Esta festa outrora no Rito Antigo era celebrada no final de outubro e com a reforma do Vaticano II, passou-se a se celebrar no último domingo do Tempo Comum, como encerramento do Ano Litúrgico. A Festa de Cristo Rei, abre espaço para o Advento e as comemorações natalinas.
Nesse dia, embora esteja esquecido, é celebrado o canto do Te Deum á tarde diante do Santíssimo Sacramento e se faz o Ato de Consagração do Genero Humano ao Sagrado Coração de Jesus. E ganha-se a Indulgencia Plenária. Mais do que uma simples solenidade litúrgica, ela tem muita importancia nas nossas vidas. É a festa do Rei da nossa vida, do nosso coração, da nossa cidade, do nosso país, enfim de todo o universo. Por isso nada mais justo cantar o Te Deum de Ação de Graças e consagrar nosso genero humano ao seu Sagrado coração. Quem dara que todas as paróquias e comunidades fizessem o Rito do Te Deum!
terça-feira, 12 de maio de 2009
A SACRAMENTUM CARITATIS E O... Celibato Sacerdotal
Depois de muitas discussões sobre o assunto, o escândalo do presidente do Paraguai e ex-bispo Fernando Lugo e também o tema da 47ª Assembléia Geral dos Bispos do Brasil "Formação do Clero" que aproveitou a ocasião pra falar sobre o celibato, agora eu trago uma reflexão do Papa Bento XVI, (que inclusive nesta semana está em visita ao Oriente Médio) na sua exoratação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis.
A partir de agora, farei uma série de matérias sobre a "Sacramentum Caritatis e o..." qualquer assunto explicitado ou insinuado na mesma. Hoje vamos falar sobre o celibato.
Todos nós sabemos o quanto é penoso, principalmente no mundo atual, viver na solidão. Falo solidão, porque ao olhar estes "casais, namorados e outras coisas do gênero" naturalmente, no subconsciente sentimos vontade de fazer a mesma coisa. No entanto, a vida matrimonial não se resume somente ao prazer e ao sexo, e no caso do namoro, o beijo. Essas coisas são apenas expressão da vida conjugal e do amor pelo outro. O ato sexual não esgota o matrimônio, mas é seu começo e seu ápice. Como dizia um grande padre catequista do nosso Brasil, cujo agora esqueci o nome: "o sexo é a Liturgia do amor". Assim, a vida conjugal se dá não somente pelas relações mas também pelo dia-dia que é o lado difícil da moeda! É no dia-a-dia é que o amor conjugal forma as suas bases, a sua vida, os seus sonhos. Da mesma forma é no dia-a-dia é que o Sacerdote, a Igreja constroem o Reino de Deus.
O Concílio Vaticano II nos ensina, que a "Liturgia não esgota todo o mistério da Igreja, mas é sua fonte e seu ápice". E ainda: que a norma da oração é a norma da fé. Aquilo que professamos é aquilo que vivemos. De nada adianta fazermos uma liturgia solene, bela e sacra, se nosso coração não corresponde pelos atos. Assim mesmo é o matrimônio: hoje, mais do que nunca, a Igreja deve ensinar os noivos a viver a vida matrimonial. Casamento significa compromisso, amor, construção, partilha e submissão. Da mesma forma o Sacerdócio, mas de forma distinta.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio são os "Sacramentos do Serviço da Comunhão" como ensina o Catecismo da Igreja Católica. Cada um ao abraçar um desses serviços deve estar consciente da sua missão, das privações e de todas as suas consequencias. Enfim, o próprio Santo Padre Bento XVI, na sua exortação sobre a Eucaristia "Sacramentum Caritatis" confirma a tradição latina da obrigatoriedade do celibato. Os Bispos nas Igrejas orientais são escolhidos só dentre os presbíteros celibatários. Que o celibato abraçado por numerosos presbíteros nas Igrejas Orientais comprovam o carácter espiritual do celibato, e não uma coisa meramente disciplinar. Pois Cristo até a Cruz viveu a sua virgindade de forma integral, e que "outros se fazem eunucos por amor do Reino dos Céus" (Evangelho de São Mateus). Este é o maior referencial de conformação a Cristo. O Sacerdote in persona Christi se entrega a esposa (a Igreja). Por último o celibato se torna uma fonte de Bênçãos para a Igeja e a sociedade. Quem quiser ler este parágrafo da Exortação é só ler o parágrafo 24.
Bibliogragia:
Bento XVI. Exortação Apostólica Pós-sinodal Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas, 2007
CATECISMO da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 420.
A partir de agora, farei uma série de matérias sobre a "Sacramentum Caritatis e o..." qualquer assunto explicitado ou insinuado na mesma. Hoje vamos falar sobre o celibato.
Todos nós sabemos o quanto é penoso, principalmente no mundo atual, viver na solidão. Falo solidão, porque ao olhar estes "casais, namorados e outras coisas do gênero" naturalmente, no subconsciente sentimos vontade de fazer a mesma coisa. No entanto, a vida matrimonial não se resume somente ao prazer e ao sexo, e no caso do namoro, o beijo. Essas coisas são apenas expressão da vida conjugal e do amor pelo outro. O ato sexual não esgota o matrimônio, mas é seu começo e seu ápice. Como dizia um grande padre catequista do nosso Brasil, cujo agora esqueci o nome: "o sexo é a Liturgia do amor". Assim, a vida conjugal se dá não somente pelas relações mas também pelo dia-dia que é o lado difícil da moeda! É no dia-a-dia é que o amor conjugal forma as suas bases, a sua vida, os seus sonhos. Da mesma forma é no dia-a-dia é que o Sacerdote, a Igreja constroem o Reino de Deus.
O Concílio Vaticano II nos ensina, que a "Liturgia não esgota todo o mistério da Igreja, mas é sua fonte e seu ápice". E ainda: que a norma da oração é a norma da fé. Aquilo que professamos é aquilo que vivemos. De nada adianta fazermos uma liturgia solene, bela e sacra, se nosso coração não corresponde pelos atos. Assim mesmo é o matrimônio: hoje, mais do que nunca, a Igreja deve ensinar os noivos a viver a vida matrimonial. Casamento significa compromisso, amor, construção, partilha e submissão. Da mesma forma o Sacerdócio, mas de forma distinta.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio são os "Sacramentos do Serviço da Comunhão" como ensina o Catecismo da Igreja Católica. Cada um ao abraçar um desses serviços deve estar consciente da sua missão, das privações e de todas as suas consequencias. Enfim, o próprio Santo Padre Bento XVI, na sua exortação sobre a Eucaristia "Sacramentum Caritatis" confirma a tradição latina da obrigatoriedade do celibato. Os Bispos nas Igrejas orientais são escolhidos só dentre os presbíteros celibatários. Que o celibato abraçado por numerosos presbíteros nas Igrejas Orientais comprovam o carácter espiritual do celibato, e não uma coisa meramente disciplinar. Pois Cristo até a Cruz viveu a sua virgindade de forma integral, e que "outros se fazem eunucos por amor do Reino dos Céus" (Evangelho de São Mateus). Este é o maior referencial de conformação a Cristo. O Sacerdote in persona Christi se entrega a esposa (a Igreja). Por último o celibato se torna uma fonte de Bênçãos para a Igeja e a sociedade. Quem quiser ler este parágrafo da Exortação é só ler o parágrafo 24.
Bibliogragia:
Bento XVI. Exortação Apostólica Pós-sinodal Sacramentum Caritatis. São Paulo: Ed. Paulinas, 2007
CATECISMO da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 2000, p. 420.
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